close

  • Servir a Polónia, criar a Europa, perceber o Mundo

     

  • ACTUALIDADES

  • 14 Setembro 2017

    No dia 17 de setembro de 1939, quebrando o pacto polaco-soviético de não agressão, o Exército Vermelho entrou no território da República da Polónia. A agressão soviética implementou desta forma os acordos definidos no protocolo secreto do pacto entre Hitler e Estaline, relativo à partição dos territórios ou gestão da independência da Polónia e outros países soberanos da Europa Central e de Leste: Lituânia, Letónia, Estónia, Finlândia e Roménia.

    As tropas soviéticas atravessaram a fronteira oriental da Polónia, ao longo de todo o seu comprimento, sem a declaração prévia da guerra. Este ataque foi uma violação do pacto polaco-soviético de não agressão de 1932, bem como de outros acordos celebrados pelos governos dos dois países, o que as autoridades da URSS justificavam com a suposta liquidação do Estado Polaco e a inexistência da sua liderança suprema.

     

    O Exército Vermelho enfrentou resistência por parte do Exército Polaco e do Corpo de Guarda-Fronteiras, apesar das recomendações do comandante-em-chefe para que os soldados evitassem o conflito e se retirassem na direção da Hungria e Roménia, exceto nas situações do ataque direto e das tentativas soviéticas de desarmamento. Até ao final de setembro de 1939 os soldados do Exército Vermelho ocuparam os terrenos de leste da Segunda República.

     

    Um dos resultados da agressão soviética foi a detenção de mais de 200 mil polacos. Os anos posteriores da ocupação soviética durante a Segunda Guerra Mundial foi para os polacos um tempo de perseguições. Os cidadãos da Segunda República foram forçados a aceitar a nacionalidade soviética. Centenas de milhares dos polacos que viviam nos terrenos ocupados pelo Exército Vermelho foram deportados para os sítios mais remotos da URSS. O objetivo foi alterar a estrutura social dos territórios de leste da Segunda República Polaca, ganhando ao mesmo tempo mão-de-obra barata. Em 1940 os soviéticos começaram o extermínio das elites polacas: mais de 20 mil cidadãos polacos foram mortos nas execuções em massa em Katyn, Kharkiv e Tver.

     

    A agressão soviética, descrita pelo “The Times” como um “golpe nas costas”, foi a consequência direta do pacto entre Hitler e Estaline, assinado em Moscovo no dia 23 de agosto de 1939. Uma parte integral do pacto germano-soviético foi um protocolo adicional segredo. O segundo ponto deste protocolo, que dizia respeito diretamente à Polónia, foi o seguinte: “No caso das transformações territoriais e políticas nos terrenos pertencentes ao Estado Polaco, as fronteiras das esferas de interesse da Alemanha e da URSS serão delimitadas aproximadamente ao longo dos rios Narev, Vístula e San. A questão se a manutenção do Estado Polaco independente seria no interesse de ambas as partes e quais seriam as fronteiras deste país, pode ser determinada apenas no decurso dos próximos desenvolvimentos políticos. De qualquer forma os dois governos resolverão essa questão através de um entendimento amigável.” Estas circunstâncias tornam a URSS cúmplice em iniciar a Segunda Guerra Mundial.

     

    No dia 28 de setembro de 1939 o Reich alemão e a URSS celebraram mais um acordo contra a Polónia – o Tratado de Fronteiras e Amizade. Neste documento assinado em Moscovo os aliados dividiram os territórios polacos e comprometeram-se a impedir em conjunto a independência da Polónia. Nos termos do acordo, a URSS aceitou abandonar as partes orientais de Mazovia e da região de Lublin, em troca do consentimento da Alemanha para transferir a Lituânia à esfera de influência soviética. Assim foi selada a partição da Polónia e a divisão das esferas de influência nos Estados Bálticos.

     

    Print Print Share: